foto: Jorge Coelho Ferreira

POEMAS DE NAMIBIANO FERREIRA

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31 de maio de 2014

O REINO DAS CASUARINAS - NOVO LIVRO DE JOSÉ L. MENDONÇA





 No dia 03 de Junho (3ª feira) pelas 18H00 será lançada no Camões – CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS  (Av. de Portugal, nº 50) a obra “O REINO DAS CASUARINAS” da autoria de José Luís Mendonça. 


Apresentação da obra pelo escritor António Panguila.

A obra “O Reino das Casuarinas” relata a história de sete angolanos vítimas dio síndroma da amnésia auto-adquirida provocada por traumas que viveram durante a guerra em Angola, no período compreendido entre 1961 e 1987. Durante o internamento no Hospital Psquiátrico de Luanda, o grupo decidiu evadir-se para fundar um Estado na Floresta da Ilha de Luanda, denominado “Reino das Casuarinas”.

O Narrador chamado “Nkuko”, mutilado de guerra e impotente devido a uma agressão que sofreu na infância, vai desfiando a história de cada um dos personagens, procurando identificar as causas do estado de perturbação de cada um deles. Conta para tal com a ajuda de um gato chamado “Stravinski”, com particulares dotes musicais, que ele trouxe da ex-Alemanha Democrática, quando terminou os estudos como bolseiro. Como personagem central, destaca-se o “Primitivo”, presente ao longo de toda a narrativa, que tenta, em vão, resgatar valores e verdades ideológicas. Os outros seis personagens (a rainha “Eutanásia”, o “Povo do Polvo”, o “PAM”, o “Profeta”, o “Katchimbamba”, e o “Cruz Vermelha”) foram vítimas de agressões pessoais, religiosas e políticas.

A obra evoca episódios que marcaram a história recente de Angola. Da guerra colonial, à independência, passando pelo conflito interno que perdurou durante largos anos depois da independência, até às dissidências internas político-religiosas.    

O objectivo idealista do grupo dos sete “alienados” de transcender a realidade insatisfatória com a criação de um Estado democrático, acaba também por ser defraudado devido à ambição de poder de um deles, que decide pôr termo à vida de todos, quando se preparavam as primeiras eleições livres naquele projecto de país utópico.

José Luís Mendonça, nascido em 1955 no Golungo Alto, licenciado em Direito, é jornalista, escritor e poeta por excelência. Foi no Musseque do Cazenga, onde viveu a infância e a juventude, que se inspirou para fazer os seus primeiros poemas. Segundo o Prof. Francisco Soares “é dos nomes relevados ao longo dos anos 80 na poesia angolana, que se destaca pela vitalidade, rigor e continuidade da produção”. Entre as obras de poesa publicadas, citam-se: “A Chuva Novembrina” (Prémio Sagrada Esperança em 1981), “Gíria de Cacimbo” (1987) e “Respirar as Mãos na Pedra” (Prémio Sonangol 1988).


José Luís Mendonça actualmente, dirige e edita o quinzenário “Cultura – Jornal Angolano de Artes e Letras”.      

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