foto: Jorge Coelho Ferreira

POEMAS DE NAMIBIANO FERREIRA

POEMAS DE NAMIBIANO FERREIRA
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3 de março de 2010

À LAIA DE FILOSOFIA OU MAGRA PROFECIA...

Tela de Abias Kayenga Ukuma (Angola)



                                       Oiço a hipocrisia duma gravata a mentir!
                                                Décio B. Mateus, in Xé Candongueiro.


Filosofando baixinho nas paredes do chão
racimos afloram no presságio nu do vento.
Um telhado de zinco, bátegas de água e chovia.
Forte, a chuva, caía fortaleza de barulhos
e foi então que aconteceu este poema pensado
pensamento à laia de filosofia ou magra profecia:

      makutu – a mentira –
      pode, a todos, nos engolir
      lembre-se, no entanto, há um dia
      a mentira vai é só explodir...


na podridão dos dias
algo está para acontecer
amanhã ou depois, não sei!
então vai ser p’ra valer
e virá (mais) injustiça ou Lei?
Olhem aqui – Eu também não sei!


Namibiano Ferreira


8 comentários:

Moacy Cirne disse...

Oi,
seus últimos poemas publicados aqui são ótimos,
como ótimas são as fotos das mulheres angolanas, em postagem anterior.

Kandandu.

Decio Bettencourt Mateus disse...

Namibiano: uma mensagem forte e oportuna. Uma verdadeira preocupação que também me preocupa.
Até quando, até quando? Até quando os homens pedra quiserem (estou a me lembrar dum poema de António Jacinto).

Um kandandu e obrigado pela referência.

Nydia Bonetti disse...

Cedo ou tarde, as mentiras serão desmascaradas. Eu ainda acredito, Namibiano. Ainda... Abraço!

cirandeira disse...

O mundo está cheio de makutu, Namibiano. Também não sei quando
ou se vai acabar um dia, mas sei que enquanto existirem poetas da tua lavra, ainda podemos ter alguma esperança.
Parabéns pelo poema e parabéns para o pintor Abias!
Um abraço

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Moacy, o meu obrigado.
Kandandu!

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Décio, até quando nao sabemos mas que este nosso Mundo vai ter que mudar de alguma forma, vai... só espero que nao seja como as revolucoes, depois tudo volta ao que era dantes, no fundo apercebemo-nos que só mudaram as pessoas e a cor do regime.
Kandandu

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Nydia, ainda acreditamos... mas a crenca comeca a exalar um ar fétido com falta de fé.
Kandandu

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Cirandeira, obrigado pela parte que me toca: "enquanto existirem poetas da tua lavra, ainda podemos ter alguma esperança."
Kandandu, amiga.