foto: Jorge Coelho Ferreira

POEMAS DE NAMIBIANO FERREIRA

POEMAS DE NAMIBIANO FERREIRA
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22 de setembro de 2009

AMARESIA


                                             

Para Dinah, Amor, maré, maresia...



Magias e morfemas
beijam madrepérolas
no marulhar da nudez
dos teus passos nacarados
– búzio a cantar o mar –
vestindo rendas chuvas
organzas
              espumas
                            e calemas...
a cantarolar.




Namibiano Ferreira



16 comentários:

Moacy Cirne disse...

Um ótimo poema,
meu caro,
com modelar
simplicidade textual.

Kandandu.

Moacy Cirne disse...

Caro Namibiano:

Há uma dupla surpresa para você no Balaio de hoje.

Kandandu/abraço.

Moacy Cirne disse...

Oi,

no blogue do Poema/Processo
fiz uma homenagem gráfica
à Angola,
acrescentando uma terceira cor
às cores tradicionais do seu país
para que se obtenha um melhor
efeito visual.

Kandandu.

Moacy Cirne disse...

Em tempo:

a terceira cor (o amarelo) por mim usada no grafismo em homenagem à Angola de qualquer modo faz parte do simbolismo "cromático" do país, não?

Outro abraço.

Carmo disse...

"vestindo rendas de chuva..."

Imagino cada gotícula de água cobrindo um corpo. Mas não são umas gotas quaisquer, elas são de organza e de suave espuma.
Que bailado maravilhoso, meu amigo. Adorei
Kandandu

Rosita de Palma disse...

Boa tarde Namibiano,

Novas cores, novo visual, e muito assunto. A foto no topo do blog é tão linda, que até parace uma miragem:o).

Kandandu!

DINAH RAPHAELLUS disse...

Agradecida pela enternecedora homenagem ( mais k merecida, lol)
Love u, my favorit poet!!!


No sol efémero da lua,
Caem estrofes de poemas,
Versos de chuva organza apenas
Reflexos de risos,
Arco-íris bonança da minha alma.


Dinah Raphaellus

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Moacy, obrigado pelas homenagens. As cores nacionais de Angola sao, de facto, as que utilizou.
Kandandu

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Carmo, obrigado pelas visitas e seus comentários sempre tao simpáticos.
"Que bailado maravilhoso, meu amigo. Adorei" De facto é um bailado que sempre acaba por saiir quando junto o mar e a mulher amada. Ambos temos um especial afect pelo mar...
Kandandu

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Rosa, muitas novidades, é verdade. Setembro foi um mes muito activo por aqui... ainda bem que os leitores gostaram das mudancas. A foto é realmente uma beleza do Namibe.
kandandu

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Dinah, amor e poetisa, que agradável surpresa... lindo o presente que deixaste, complemento á minha postagem. Tu e o mar sempre combinaram muito bem na minha inspiracao... e nós sabemos como adoramos o MAR...
homenagem sempre merecida.
Kandandu com beijo especial.
Ngizola!

Janaina Amado disse...

Namibiano, achei lindíssimo este seu poema. Peço-lhe permissão para publicá-lo futuramente em meu blog enredosetramas. Texto e autor integralmente mantidos, imagem de minha escolha.
Parabéns, poeta. Teus mares me lembram meus mares.

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Janaina, permissao dada, obrigado!
Kandandu

xistosa - (josé torres) disse...

Quando o romanesco perdura a vida tem outra luminosidade.
(digo romanesco par separar a carga que "romantismo" possui, ou pode infundir).

Quando estive em Angola, nas praias, depois de chegarem do mar os barcos de pesca, disputava com estes "passarões", aqueles peixes e mariscos miúdos, que não eram comerciáveis- polvos, lulas, pequenos camarões e peixes pequenos que desconheço o nome)
Era uma luta, mas normalmente vencia e carregava uma enormidade de pequenos seres para petiscar).

Também eram morfemas o que eu procurava.
Um poema mais intimista e com dedicatória.

Vou roubá-lo e é já.

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Amigo Xistosa, um prazer te-lo por aqui. E como vai essa saude??
Kandandu

AFRICA EM POESIA disse...

PASSEI PARA DEIXAR UM BEIJINHO


Ai-u-é...
Que sôdade...
Eu tenho de ti!...
......................
Ai-ú-é...
Que sôdade...
Eu sinto do "antigamente"...
....................
Ai-u-é...
Que sôdade...
Do funge e do pirão...
...................
Ai-u-é...
Que sôdade ...
Eu tenho de ti...
Terra do lado de lá...
...................
Ai-u-é...
Que sôdade...
Da vida livre...
..............
Ai-u-é...
Que sôdade...
Dormir com a porta aberta...
E saber que o dia seguinte...
Vinha tranquilo...
..................
Ai-u-é...
O "antigamente"...
Era mesmo o "paraíso"...
....................
Ai-u-é...
E era também...
Vida livre.



lili laranjo