foto: Jorge Coelho Ferreira

POEMAS DE NAMIBIANO FERREIRA

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18 de dezembro de 2008

PESCARIA NO CANJEQUE

Primo Rogério Kamusseke


Pescando baiacu (foto net)





Para o Rogério “Kamusseke”, meu primo.



Ontem fomos sorrateiros pescar

no Canjeque, só mordeu baiacu....

e a miudagem

antes de os atirar de volta ao mar

e por mera brincadeira

oferecia uma faca à boca voraz

do peixe que furioso mordia

metálico os dentes cerrados cortantes.





Hoje, também os meus sonhos

são oferecidos à boca voraz do tempo

e o tempo também morde furioso

como se fosse um baiacu

fisgado na pescaria do Canjeque...



O Sol, bailando ouro nos olhos da manhã

acorda-me do momento... sonho

perdido no frio deste granito

onde ando louco e farto de sonhos,

sonhos de dias ásperos

mascarados de saudades

no arrepio frio desta diáspora.



Namibiano Ferreira

7 comentários:

Janaina Amado disse...

Este é você ou seu primo?

Isabel Branco disse...

Namibiano

Este peixe lembra a quimaia pescada, por amigos meus, refugiados como eu da caravana do Serra, perto da fronteira entre Angola e a África do Sul e que assada à fogueira sob a luz das estrelas, em plena selva, foi para mim o manjar dos deuses mais saboroso que provei até hoje.

Feliz Natal e votos de Bom Ano.

Um beijinho,

Isabel Branco

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Janaina, este nao sou eu nem é meu primo, uma simples foto da net com um baiacu.
Isabel, para mim, nas mesmas circunstancias, mas em Luanda, em novembro de 1975, foi cachuco seco com mandioca cozida.
Boas Festas!!!

Rosita de Palma disse...

Para 2009, desejo: Produção;Disciplina;Vigilância.
Rosa Muhongo (rosita de Palma)

Isabel Branco disse...

Namibiano

Pelo que aqui me foi dado aprender e sentir, reparto consigo o Prémio Dardos.
Veja em: http://novapangeia.blogspot.com

Um beijinho e Bom Ano

Kalaari disse...

Continuo a ser visita do seu blog, é optimo para matar saudades.
Um abraço.
vera lucia carmona

GRAÇA GRAÚNA disse...

"e o tempo também morde furioso
como se fosse um baiacu"

Meu amigo: beleza de metáfora. Grandeza de poema. Na luta por um mundo melhor, Grauninha