foto: Jorge Coelho Ferreira

POEMAS DE NAMIBIANO FERREIRA

POEMAS DE NAMIBIANO FERREIRA
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26 de junho de 2008

LAVRA DE MORTE


Tela de Eleuterio Sanches


Lá em baixo
na margem do Cubango
p’rós lados do Cuangar
Karungu João
foi na lavra.
Filho na cacunda
quinda na cabeça
foi na lavra
Karungu João
no Cuando-Cubango
p’rós lados do Cuangar
Karungu João
foi na lavra
procurar mandioca
filho na cacunda
quinda na cabeça
que fome é bicho
roendo, mordendo...
foi na lavra
Karungu João
só encontrou mina
debaixo do pé
as pernas perdeu
e o filho morreu
pequeno, pequenino
na cacunda
de Karungu João
Aiuê, Suku ianguê!












Cacunda - costas.
Aiue, Suku iangue! - ai meu Deus!










NAMIBIANO FERREIRA





NO TO LANDMINES!

NAO AS MINAS ANTIPESSOAIS!

6 comentários:

Adriana Costa disse...

Amigo Namibiano,

Por ter sido indicada agora indico o seu blog e estes outros, se aceitarem, para usar o Selo "Prêmio Dardos" em sinal de admiração pela contribuição literária e cultural dos mesmos.
Visite meu blog e veja na barra lateral como salvar o selo e as regras do prêmio.

Flores para todos! @>--

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NAMIBIANO FERREIRA disse...

Obrigado Adriana e um fraternal abraco!!

xistosa - (josé torres) disse...

Amigo Namibiano Ferreira

Só quando lhe venho rapinar algo é que escrevo.

Desta vez levo-lhe a "morte" que os grandes, vendem a preço de saldo, para outros se matarem, longe das suas costas.
A vida é isto mesmo ... vivemos subjugados, uns mais do que outros, mas quase todos, poe essas "democracias", como a americana.

Um bom fim de semana.

José Jorge Frade disse...

Pelo belíssimo poema, napandula!

zé kahango

Decio Bettencourt Mateus disse...

Namibiano: que maravilha de poema! Bonita mensagem triste, ritimo e harmonia. Uma pequena maravilha que retrata as coisas dum passado recente e que se quer cada vez mais distante das nossas gentes sofridas. Obrigado por este poema Namibiano.

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Décio, meu mano!
Obrigado pelas tuas palavras, é verdade coisas de umpassado recente e que todos desejamos nunca mais se repitam!
Assim queiram os homens, porque o POVO, esse nós sabemos o que quer.
Kandandu