Parecer de Manuel Andrade sobre o livro Ondjira - A Rota do Sul: "achei-o, do ponto de vista cultural muito rico. Há uma linguagem africana que nos é oferecida abertamente, com recurso à língua corrente, aproveitando o seu ritmo natural para a composição de uma bela sonoridade poética. É por isso um livro muito seguro, mesmo quando se aventura a expressar sensações e emoções. Tem métrica (solta, mas com rédeas quase invisíveis) e o texto é equilibrado."
28 de agosto de 2021
24 de agosto de 2021
LEOPARDO
10 de agosto de 2021
FIRMAMENTO
A propósito de uma postagem do blog "A Matéria do Tempo", lembrei-me deste poema de 1998.
No Curoca Norte, Namibe, Angola (Foto: Pedro Klecius)
https://amateriadotempo.blogspot.com/?m=0/
Firmamento
negro
4 de agosto de 2021
REGRESSANDO... COM LIVRO.
Caros Leitores,
Por motivos diversos e de saúde tenho andado, como é fácil de constatar, ausente deste blog por vários anos. Resolvi regressar e podeis dizê-lo, "ressuscitei".
Acabo de publicar o meu primeiro livro de poemas que organizei no final dos anos de 1980.
Ondjira - A Rota do Sul, não pode, de momento e devido às restrições da Covid19, ser apresentado presencialmente. Por esse motivo venho apresentá-lo neste blog.
O livro encontra-se à venda no site da Chiado Books em Portugal e no Brasil.
https://www.chiadobooks.com/livraria/ondjira7a-rota-do-sul
Sinopse
Ondjira – A Rota do Sul – é uma estrada do Sul que vai na direcção do Sul. Parte da infância e percorre a terra angolense e a sua história recente trazendo como grande protagonista Angola e as suas gentes. Há neste caminho uma estreita relação do poeta com a sua terra e o povo com o qual conviveu e aprendeu coisas que não vêm escritas nos livros. O autor, bisneto de colonos, soube não erguer muros e deixou entrar na sua alma os sentidos e os sabores da terra/povo que o viu nascer. Ondjira é, também, o testemunho de uma vivência pessoal, um testemunho de passagem que não esquece os sofrimentos, as aspirações e a guerra fratricida que tanto sofrimento trouxe ao povo angolano.
Esta é a Rota
Ondjira de árduas jornadas
fragmentos de muitas dores
onde balas não viram massambalas
e a hiena vem gulosa
comer a vida do Povo
caminhando cansado
à sombra de poentes macerados
e nas lavras imprecisas do sonho
Espera Novembro florir açucenas.