foto: Jorge Coelho Ferreira

POEMAS DE NAMIBIANO FERREIRA

POEMAS DE NAMIBIANO FERREIRA
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27 de maio de 2010

27 DE MAIO DE 1977 - O QUE FOI?

Nito Alves


José Van Dúnen



Sita Valles





Hoje, é 27 de Maio. Em 1977 aconteceu História em Luanda. O que foi o 27 de Maio de 1977? O vídeo esclarece.



Link Associacao 27 de Maio: http://27maio.com/



25 de maio de 2010

25 DE MAIO - DIA DE ÁFRICA - PINTORES ANGOLANOS

Valentim


Carla Peairo



Rui Samuel



Lino Damiao


António Olé

Neves e Sousa



Thó Simoes


Mário Tendinha


13 de maio de 2010

A AVÓ MAYAMBA

Interessantíssima matéria publicada no jornal angolano on-line O País, em março de 2010, retirei do blog Lusofonia Horizontal:
http://lusofoniahorizontal.blogspot.com/ 

O evento que acontecerá hoje a partir das 18 horas na sede da UEA é, na verdade, um duplo momento, pois para lá do livro “Um Ano de Vida”, vai ser também a apresentação pública de uma nova casa editora, que acaba de ser fundada pelo jornalista e editor literário Arlindo Isabel.
Avó Mayamba

Baptizada com o nome de Mayamba Editora, a entidade surge como a nova aposta do ex-director da Nzila, conhecida editora que criou há dez anos e de que se afastou, de maneira voluntária, nos finais de 2009.
“Um Ano de Vida” é, assim, o livro de estreia da Mayamba Editora, que muito em breve trará outros autores nas suas variadas colecções, que se estendem da ficção narrativa (colecção Nzadi, que significa rio em língua kikongo) a uma dezena de outros géneros (literatura infanto-juvenil, ensaio histórico, pesquisa em ciências médicas, texto de ciências sociais, dicionários, etc).



Preito de homenagem

O nome Mayamba, que passa a conferir identidade à nova casa editora, pertence à avó materna de Arlindo Isabel, e constitui uma homenagem à mulher que considera “o pilar” da sua educação e formação.
Hoje, com mais de noventa anos, e a residir num bairro de Luanda, a matriarca é iletrada e não fala português, exprimindo-se exclusivamente em kikongo. Nenhum destes factos a impediu, contudo, de compreender desde cedo a importância da escola e tem o seu passado ligado profundamente a essa visão progressista do mundo, que a levou a fazer da oferta sistemática de livros a filhos e netos uma rotina. A sua aposta firme na educação dos descendentes permite que hoje tenha na família mais de uma dezena de licenciados, entre eles o próprio Arlindo Isabel, formado em jornalismo e a irmã deste, médica especialista em oncologia.
A homenageada criou os seus filhos e netos numa aldeia do município da Damba (província do Uíge) e é lembrada pelo seu estoicismo e capacidade de fazer acontecer, que a tornou criadora de gado caprino, suíno e galinhas; produtora de ginguba, mandioca, gergelim e inhame e dextra no domínio das plantas medicinais locais para curar os seus do paludismo e outras doenças. Mas filhos e netos recordam-na com mais emoção ainda pelas suas viagens de mais de 30 km, a pé, da aldeia até à sede comunal, para vender fuba de bombó, ginguba, milho, batata-doce e outros produtos do campo, e assim conseguir os trocados tão necessários à sobrevivência da prole sob sua exclusiva responsabilidade, uma vez que tios e irmãos tinham abalado como refugiados para o vizinho Congo ex-Belga (actual RDC) para escapar da repressão do colonizador português.


http://www.opais.net/pt/opais/?id=1787&det=10548&mid=293

11 de maio de 2010

CARLA PEAIRO - PINTORA ANGOLANA


Carla Peairo nasceu em Angola, Benguela, cidade das acácias rubras, em 1961.
Viveu uma grande parte da sua infância, à beira-mar: Praia Morena, Baía Farta,
Chamume, Macaca.
O seu interesse pelo desenho e pintura começou quando tinha 13-14 anos e, até hoje a sua paixão. A sua paleta de cores quentes, transmite África e levou-a a realizar mais de quarenta exposições.
Viveu em Angola 22 anos onde seguiu uma formação artística de desenho, pintura e
decoraçãona Escola Industrial de Benguela e frequentou o Instituto Superior de Ciências da Educação na cidade de Lubango.
Foi membro da Brigada Jovem de Literatura da Huíla e participou, com o Trio Mensagem, em vários espectáculos musicais apresentados no cinema Arco-Íris e no ISCED.
Adquiriu experiência profissional como decoradora, assistente social, professora de
inglês e de desenho no ensino secundário.
Em 1983 parte para Lisboa onde exerce em desenho publicitário, criação e confecção de modelos na indústria têxtil.


Admitida no Centro de Arte e Comunicação Visual - ARCO em Lisboa, frequenta os
ateliers de desenho , artes gráficas, modelagem assim como o atelier de pintura da
Sociedade Nacional de Belas Artes.
Actualmente vive em Neuchâtel – Suíça, e continua a dar asa à sua imaginação.
As suas obras estão representadas em várias colecções privadas e públicas
internacionais: Angola, Senegal, Portugal, Brasil, Suíça, Dinamarca, Noruega, Inglaterra, Alemanha, Nova Iorque.
É membro da UNAP e da ArtAfriksuisse, sociedade dos artistas africanos na Suíça.
As sua obras orientam-se essencialmente para uma temática de expressão africana
representando aspectos da vida dos africanos: a fecundidade e a continuidade, como
símbolos atribuídos ao universo feminino, os momentos de lazer e de reflexão sobre a
vida, os rituais...
Concilia e integra na sua criação o real e o imaginário, a mitologia negra, o seu
fantástico e a poesia assim como as disposições inerentes à sua condição de mulher-pintora africana.
O seu desejo e esperança são que as suas obras transmitam o amor da vida, a
solidariedade humana, a coesão.



As 3 telas sao de Carla Peairo (Angola)

10 de maio de 2010

Angola participa no 9º Festival Africano da Grécia




O Pensador 


Angola vai participar, nos dias 15 e 16 deste mês, em Atenas, no 9º Festival Africano da Grécia, inserido nas celebrações do Dia de África (25 de Maio), onde serão apresentados diversos aspectos da cultura nacional.
Segundo uma nota da embaixada angolana na Grécia, o país vai exibir danças, culinária, moda, artesanato, bijutaria e música, cujo certame se realiza há nove anos.
O Festival Africano da Grécia realiza-se numa iniciativa das missões diplomáticas do continente africano acreditadas naquele país europeu. O objectivo é promover as potencialidades sócio-culturais dos estados participantes.
O embaixador angolano na Grécia, Jaime Vilinga, promoveu quarta-feira, na residência oficial do diplomata angolano, um encontro de trabalho com os seus homólogos africanos, no qual foram analisados e discutidos aspectos ligados à organização do festival.
A organização do festival estima que cerca de 10 mil pessoas visitarão a residência oficial do embaixador da África do Sul, local onde vai decorrer o evento.

Texto retirado de http://www.angoladigital.net/artecultura/

7 de maio de 2010

COSTUMES NYANEKA-HUMBI - PENTEADOS -

Os Muílas são um povo que pertence à nação Nyaneka-Humbi. Habitam a província da Huíla no Sul de Angola. No século XVI os Nyaneka-Humbi repartiam-se por dois importantes e poderosos reinos: Reino da Huíla e Reino do Humbi e que fizeram parte do célebre “Ciclo de Mataman” que compreende a história de todos os povos angolanos que habitavam o que são hoje as províncias da Huíla e do Namibe.





OS PENTEADOS


As mulheres usam penteados de demorada e difícil execução, mas de grande duração, muitas vezes artisticamente ornamentados de missangas. O formato desses penteados é variável, estando em conformidade com a fase da vida que a mulher atravessa. Podem, assim, distinguir-se pelo menos seis formatos, que correspondem às seguintes fases: até à idade de doze anos; dos treze aos catorze, sendo este um autêntico monumento; quando está prestes a casar; quando casa; passado algum tempo depois de casar e, finalmente, depois de ter filhos. Nesta última fase, a mulher usa pedaços de caniço no penteado, consoante o número de filhos, pois cada pedaço de caniço representa um.

Pelo penteado pode, pois, distinguir-se se a rapariga é impúbere, púbere, se está para casar ou se já casou e, neste último caso, se tem filhos e quantos tem.

Nas cerimónias tradicionais as mulheres devem apresentar-se com os penteados próprios e devidamente compostos. Por vezes a arte dos penteados é melhorada através do uso de ornamentadas perucas.


Peruca

3 de maio de 2010

A REBITA

Para o meu avô, que foi um grande rebitista.


Rebita

A rebita é um género de música e dança de salão angolana que demonstra a vaidade dos cavalheiros e o adorno das damas. Dançada em pares em coreografias coordenadas pelo chefe da roda, executam gestos de generosidades gesticulando a leveza das suas damas, marcando o compasso do passo do semba. O charme dos cavalheiros e a vaidade das damas são notórios; enquanto dança se vai desenvolvendo no salão as trocas de olhares e os sorrisos entre o par são frequentes. É dançada em marcação de dois tempos, através da melodia da música e o ritmo dos instrumentos.



A rebita tem a sua origem mais directa na dança angolana que se chama semba (umbigada). Ao introduzirem o acordeão no semba surgiu a rebita, como explica Óscar Ribas, o ambiente campestre foi trocado pelo salão.
Segundo a opinião do músico angolano Liceu Vieira Dias, as origens da rebita remontam ao período das invasões francesas em Portugal quando um grande número de nobres portugueses se auto-exilaram em Luanda sem as suas mulheres e habituados a uma vida social influenciada pela cultura francesa, influenciaram os naturais do país. Por essa altura fundaram-se associações onde se organizavam bailes, tendo como base um tipo de movimentação coreográfica que é exactamente a do cotillon francês.
“Algumas figuras no desenvolvimento da dança que era colectiva eram comandadas (...) em francês: changer la dame, tourner a droite, tourner a gauche. Além disso, havia outras expressões francesas testemunhando a sua influência”. Ora, como bem sabemos, a nossa rebita possui este tipo de comandos.
Na rebita que se dançava no século XIX em Luanda, de acordo com documentos dessa época, as senhoras eram vistoriadas por uma “mais velha” do grupo. O objectivo era verificar se as damas não vinham só bonitas e luxuosas por fora, com panos garridos, mas certificar se a roupa interior também era digna de uma pessoa que frequentava um local de elite, como era a rebita.
Os cavalheiros também eram vistoriados por um “mais velho” do grupo, que observava se as peúgas dos cavalheiros estavam de facto em condições, se a camisola interior e outros utensílios de uso interno estavam em conformidade.

ESTA PALAVRA ANGOLA

A palavra Angola provém da palavra Kimbundu ngola, cujo plural é jingola. Ngola é um pedaço de ferro que a maioria das linhagens Mbundu detinham como insígnia de autoridade. Daí também a mesma palavra (ngola) utilizada para designar o detentor dessa autoridade, ou seja, o rei. Como exemplos temos: Ngola Kiluanji, Ngola Kiluanji Kya Samba ou Nzinga Mbandi Ngola. Nesta acepção, nos primeiros tempos, o vocábulo Ngola (aportuguesamento Angola) significaria as terras governadas pelos Jingola, (nacionalidade Ambundo) em oposição ao Reino do Congo, a Norte ( nacionalidade Bakongo) e ao chamado Reino de Benguela, a Sul (nacionalidade Ovimbundu). Posteriormente o nome Angola passou a designar todo o território administrado pelas autoridades coloniais portuguesas, dando assim origem ao nome do país.

28 de abril de 2010

CHÁ DE CAXINDE - UNIR PELA CULTURA -

É uma das grandes instituiçoes culturais da Angola independente e com uma enorme projecção internacional. A Chá de Caxinde nasceu em janeiro de 1989 e passados 21 anos é uma grandiosa instituição que orgulha os angolanos.



UNIR PELA CULTURA

Em 1989, Luanda vivia num vazio cultural e sob o peso do recolher obrigatório resultante da guerra em que Angola estava mergulhada. A associação Chá de Caxinde foi criada nesse ano como resposta a este cenário. (...) Chá de Caxinde é não só um nome incontornável na cultura angolana mas também local obrigatório para quem quer respirar e fazer parte do que de melhor se faz em Luanda nos mais variados domínios das artes, do debate e da reflexão.
Hoje, recorda Jacques dos Santos, 64 anos, fundador da associação, Luanda é uma cidade com múltiplas ofertas culturais. Mas não era assim em 1989, quando, no dia 28 de Janeiro desse ano, reuniu mais oito pessoas, a quem chama de "grupo percurssor", e lançou as bases daquilo que é hoje o Chá de Caxinde.
"Não havia uma editora - hoje existe uma com o nome da associação - não havia livros nas livrarias, teatro, dança... o recolher obrigatório limitava e muito a vida das pessoas. A 28 de Janeiro de 1990, foi assinada a Acta de Proclamação da associação, subscrita por 100 pessoas", lembra Jacques dos Santos, que é escritor e deputado do MPLA.
Actualmente a associação tem 600 sócios, entre estes os escritores Pepetela, criador da frase que serve de azimute ao Chá de Caxinde, "Unir pela Cultura", e Luandino Vieira, que desenhou a "bandeira" da associação. Um dos últimos nomes a entrar para a lista foi o de Marcelo Rebelo de Sousa.
O debate e a reflexão estão também no centro das actividades do Chá de Caxinde. As discussões em torno do arrojado e luxuoso projecto arquitectónico em curso na Baía de Luanda foram ponto alto na vida da associação.
"Somos contra, fomos contra e os nossos debates tiveram importância ao ponto de o projecto inicial ter sido alterado. Para nós, tudo aquilo que descaracterize Luanda é um erro e dizemos sempre o que pensamos", garante.
Mas nem tudo são rosas, ou folhas de caxinde, a planta que permite o chá com o mesmo nome, que, além das suas propriedades relaxantes, simboliza em Angola, onde esta beberagem é consumida de Cabinda ao Cunene, a sabedoria.
E Pepetela, numa curta declaração durante a festa do 19º aniversário da associação, deixou um recado claro: "Aqueles que querem que o Chá de Caxinde acabe, esqueçam. Desistam eles antes porque nós vamos continuar".

(Texto em itálico retirado de: http://tv1.rtp.pt/noticias/)
 
Nota: o chá de caxinde (Cymbopogon citratus) é o que em Portugal se chama chá príncipe e no Brasil capim-limão ou capim-cidreira.

23 de abril de 2010

FERNANDO CATERÇA VALENTIM - PINTOR




Valentim, é o nome artístico do angolano Fernando Caterça Valentim. Nasceu na Gabela, província do Kwanza Sul, no dia 5 de Maio de 1950.
Valentim foi aluno do pintor angolano Luzolano João de Deus, desenvolveu a sua arte mostrando a paixão pelos motivos angolanos. É membro da UNAP – União Nacional de Artistas Plásticos – desde 1977 e da Sociedade Portuguesa de Autores, em Portugal.
Valentim luta pelo crescimento da sua arte e da sua expressão artística, aprofundando os seus conhecimentos técnicos também, sendo referido no catálogo da IV Bienal da Arte Bantu, realizada em Libreville-Gabão pelo CICIBA, como um dos grandes pintores angolanos.
Está presente em várias exposições nacionais e internacionais, como é o caso de França, Inglaterra, Portugal, Itália, Argélia, Brasil e Egipto. Em Angola, a sua obra já viajou por Benguela, Huíla e Luanda. Em 1985, esteve presente na Exposição Internacional de Arte Bantu, organizada pela CICIBA.
As suas obras mais emblemáticas e de maior expressão mediática são “Lágrimas da Negra” e “O Sol Negro”. A primeira foi doada à galeria de pintura Naif Podgorica – ex-Titograd – e representou Angola na Exposição de Arte dos Países Não Alinhados, no Cairo - Egipto. A famosa tela, “O Sol Negro” encontra-se no Museu da Torre Nabemba, em Brazzaville, na República do Congo.

A sensibilidade artística conduziu-o à publicação do livro de poemas “Sentimentos” em 1993.
Em Julho de 1994, Valentim é o vencedor do grande prémio Presidente da República do Congo, na V Bienal de Arte Bantu Contemporânea, realizada em Brazzaville e promovida pelo CICIBA, com a sua obra “A Aurora”.
Multifacetado, o pintor frequentou também o curso de pintura de azulejos, na escola Inatel, nos anos de 97-98. A exposição “O Paraíso das Pérolas”, dedicada aos azulejos, desenhos e à pintura de Valentim, foi um êxito em Portugal, no Lagar do Azeite em 1998.
Durante vários anos, foram muitas as exposições nacionais e internacionais, que deram e dão vida à arte de Valentim, «…que é hoje um dos grandes pintores angolanos».