19 de maio de 2009
12 de maio de 2009
11 de maio de 2009
MAIOS...
Esta avenida da cidade do Namibe foi a inspiracao para este poema.
Maios quentes de flores de pinho e giesta...
Ah! Quem me dera outros maios...
maios de rosas-de-porcelana,
de buganvílias em flor bordejando a avenida.
Maios de calores tépidos, anunciando cacimbos de junho.
Ah! Quem dera outros maios, outras rosas, outros cheiros,
outro tempo-areal-vento,
outro mar, outro sol, um grande girassol florido
numa sangrenta verbena amarela
derramada pela avenida em espreguiçado declínio...
Namibiano Ferreira
Maios quentes de flores de pinho e giesta...
Ah! Quem me dera outros maios...
maios de rosas-de-porcelana,
de buganvílias em flor bordejando a avenida.
Maios de calores tépidos, anunciando cacimbos de junho.
Ah! Quem dera outros maios, outras rosas, outros cheiros,
outro tempo-areal-vento,
outro mar, outro sol, um grande girassol florido
numa sangrenta verbena amarela
derramada pela avenida em espreguiçado declínio...
Namibiano Ferreira
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6 de maio de 2009
CANÇÃO DE OMBERA
É no renascer do imbondeiro
que espero a chuva radiosa
aconchegando meu passos
sobre a nudez dos dias ouroverde
que hão-de pintar as telas de sonhos
e risos amenos de crianças felizes.
É no despertar da prata tamborilando
que hão-de soar múcuas ao sabor do suor
da chuva nova a cantar as canções de Ombera.
E, o arco-íris prometido, anda tatuado
nos dentes pútridos e gelados do cometa da desgraça...
Namibiano Ferreira
Imbondeiro – baobá.
Múcua – fruto do imbondeiro.
Ombera – chuva.
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Imbondeiro,
Namibiano Ferreira-Poesia
30 de abril de 2009
UMA BANDEIRA PARA TOMBWA
Para o III encontro e reencontro de alexandrenses
Uma bandeira para TombuAlexandre
a espargir azul mar no azul celeste do sul
beijo saudade sem fim a crepitar;
da clara luz de TombuAlexandre
alva tecedura rendilhada de espuma
desenhar a calema e a cor da duna
duNamibe sonho crescendo garroa
no sopro metáfora insustentável do vento
e para terminar, o toque final traçar
no vigor protector da mãe casuarina
dedicada bailarina dançando ao vento
ao cacimbo e ao verde do tempo a espreguiçar
verduras pelos lábios graciosos do Curoca
beijo de março na fartura da terra e do mar.
Namibiano Ferreira

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Tombwa
26 de abril de 2009
UM DOS 5 POEMAS EDITADOS NA II ANTOLOGIA POETAS LUSÓFONOS
Este é um dos cinco poemas, de Namibiano Ferreira, editados na II Antologia de Poetas Lusófonos. Os outros sao: Olombera, Rosto, Névoas e Fala de Mama Zefa.
*
PÁGINA DE UM DIÁRIO QUE O VENTO (CHEIRANDO A CADÁVER E PÓLVORA) TROUXE ATÉ MIM
Olha tanta paz a pingar do cajueiro
como pingos gordos de sangue.
Olha tanta fartura de paz a escorrer das varandas
buganvílias de minha mocidade...
Olha tanta PAZ, meu Deus, tanta PAZ!
E uma menina -criança ainda-
chorando no Kuíto - Bié, hoje em mais um dia
de guerra em que fomos bombardeados
pelos mig's das FAPLA; e obuseados
pelos mísseis das FALA.
Na mata, onde fugimos, fingindo nos esconder,
um menino está para nascer: talvez ele seja
Jesus Candengue, nossa promessa de PAZ...
-É véspera de Natal, algures no Bié!
(Dezembro 1998)
Namibiano Ferreira
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23 de abril de 2009
CANÇÃO DE ABRIL
Nos bolsos vazios dos calções do tempo
perdi-te na roda gigante da vida a girar...
encontrei-te Poesia na esquina esquecida
da rua ao passar pelo vento dos dias
–Pérola de Ombera– no abrir inconsciente do livro
de pétalas florindo anil no azul manso de abril.
Namibiano Ferreira
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4 de abril de 2009
SABOR

Bebo kissângua...
E cheira-me a frutas maduras:
mangas goiabas
abacaxis pitangas
perfumes escondidos
enchendo quindas de quitandeiras
apregoando.
Bebo kissângua...
............................ e cheira-me a Luanda!
Namibiano Ferreira
Kissangua - bebida tradicional angolana.
Quinda - cesto
Quitandeira - vendedoura fruta ou peixe.
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23 de março de 2009
POEMARÇO
Mussulo (Luanda)
Poema do mar
flutuando Namibe
luando sonho.
Poema de março
flutuando sonho
luando Namibe.
Poemar
poemarço.
Março aragem do mar
sopro e sol e fartura
no sabor da fogueira-luar.
No afago deste março
seja pois o sopro marinho
um beijo-mar e vida e safra na xitaca
e consequentemente
NÃO um beijo-morte e guerra e mina na terra.
Namibiano Ferreira
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