1 de novembro de 2007
27 de outubro de 2007
SECA

(À seca de 1990 no Sul de Angola)
Seca maldita e seca
cazumbi assassino de uma velha chuva estéril
que não trouxe bafos gordos às massambalas amarelas;
que não trouxe ao touro-macho a força fecundante;
que não trouxe à savana longa o capim verde;
que não trouxe zebras e gazelas ao leão;
que não trouxe... que não trouxe...
chuva prenha de pérolas reluzentes, diamantes de vida,
sémen vivo, suor dos deuses, bafos gordos de esperança.
Seca maldita e seca
feitiço de mologe que disse:
- Quem não morre de bala; morre de fome!
Namibiano Ferreira
Cazumbi - Espirito
Massambala - Variedade de cereal.
Mologe - Feiticeiro
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Seca
Aliteração em s

ssss sibilinos soprando sonoros ssss
sopram sopros soprados
sob sóis sem sangue
sorvendo somas simétricas
sentidas sobre sádicas
sílabas silvestres silvos
sem saber sem sonhar
sáficos sonetos silábicos
sobre sândalos safiras
sedas sedosas sedentas
saudosas salinas salsugens
ssss sibilinos soprando sonoros ssss
sopram sopranos sentidos
sem sul sem sol sem sal.
Namibiano Ferreira
sopram sopros soprados
sob sóis sem sangue
sorvendo somas simétricas
sentidas sobre sádicas
sílabas silvestres silvos
sem saber sem sonhar
sáficos sonetos silábicos
sobre sândalos safiras
sedas sedosas sedentas
saudosas salinas salsugens
ssss sibilinos soprando sonoros ssss
sopram sopranos sentidos
sem sul sem sol sem sal.
Namibiano Ferreira
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Namibiano Ferreira-Poesia
26 de outubro de 2007
22 de outubro de 2007
ÍNDIGO

Para a Dinah
Namibiano Ferreira
10/05/07
Cor organza
delírio que digo
no odor-maresia
cor
maré púbica
desejo fundo
para na cor
índigo
perfume
que digo
amar
remar-te
sobre o chão
lavradomar
índigo oceano
corpo-umbigo
alma crescendo
ondina do mar
açucena ondulando
e, no arrepio da salsugem,
um búzio murmurando:
Dinanumar...
delírio que digo
no odor-maresia
cor
maré púbica
desejo fundo
para na cor
índigo
perfume
que digo
amar
remar-te
sobre o chão
lavradomar
índigo oceano
corpo-umbigo
alma crescendo
ondina do mar
açucena ondulando
e, no arrepio da salsugem,
um búzio murmurando:
Dinanumar...
Namibiano Ferreira
10/05/07
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Dinah,
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25 de setembro de 2007
A MINHA ALMA
1.
A minha alma é uma adição.
Uma alma tatuada de sal e sombras negras;
palanca muito negra ao suave entardecer;
cisne branco em voos de plumas prateadas.
A minha alma não é uma alma.
É uma adição, uma alma
marchetada de batuques e adufes,
de sabores de pêssego e desejos de cajú.
Bialma - biface alvo-negro -
sonho, utopia,
adição de sal e carvão.
Mas a minha alma,
lá no secreto produto é palanca pedindo,
a cada esquina da vida,
o bafo das noites insufladas de mistério.
2.
A minha alma é um grande imbondeiro
querendo em desespero louco e furioso
alcançar, numa ânsia pertinaz e infinita,
os céus, os deuses, as brumas divinas...
.............................................................
Ah perdição alucinada de braços e mãos!
Uma completa e turva oração digital
um puro desejo atormentado.
Namibiano Ferreira
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Namibiano Ferreira-Poesia
24 de setembro de 2007
PREMIO CANETA DE OURO

Namibiano Ferreira, nomeado pelo blog http://brisapoetica.blogspot.com, passa a nomear os seguintes blogs/poemas:
1 – POESIA LILAZ CARMIM, com o poema: “Dimensão”
http://poesialilazcarmim.blogspot.com/
1 – POESIA LILAZ CARMIM, com o poema: “Dimensão”
http://poesialilazcarmim.blogspot.com/
3 – LABIRINTO DO SOL E DA LUA, com o poema: “Olhos Fechados”
http://labirintodosoledalua.blogspot.com/
Namibiano Ferreira
5 de setembro de 2007
18 de agosto de 2007
MOMENTO

Depois da chuva brava relampejante,
brilha o sol espelhando lagoas
de barros vermelhos diluídos
nas águas das chuvas empoçadas
sobre ruas sem asfalto
onde chapinham brincando descalços
meninos negros, brancos e mulatos.
Ao fundo, na estrada longa para o centro da cidade
caminham quindas brancas de crueira em fila
sobre negras carapinhas de mulheres
levando seus filhinhos na cacunda adormecidos.
Namibiano Ferreira
brilha o sol espelhando lagoas
de barros vermelhos diluídos
nas águas das chuvas empoçadas
sobre ruas sem asfalto
onde chapinham brincando descalços
meninos negros, brancos e mulatos.
Ao fundo, na estrada longa para o centro da cidade
caminham quindas brancas de crueira em fila
sobre negras carapinhas de mulheres
levando seus filhinhos na cacunda adormecidos.
Namibiano Ferreira
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