Um grupo de mulheres e homens, munidos de paus, catanas e outras armas
brancas, atacaram a casa de reclusão e a cadeia de São Paulo para libertarem
presos políticos, ameaçados de morte.
O regime colonial fascista reagiu brutalmente e respondeu com uma acção de
repressão em todo o país, com assassinatos, torturas e detenções arbitárias.
Autênticos actos de terrorismo de estado.
Essas prisões arbitrárias desencadeadas pela PIDE (polícia política
portuguesa) contra os integrantes do "processo 50", os massacres da
Baixa de Cassanje, Icolo e Bengo e detenção e assassinato de várias pessoas
indefesas, levou alguns nacionalistas a organizarem-se para a luta de
libertação.
Os preparativos da acção tiveram início em 1958, em Luanda, com a criação
de dois grupos clandestinos, um abrangendo os subúrbios e outro a zona urbana,
comandados por Paiva Domingos da Silva e Raúl Agostinho Deão.
O 4 de Fevereiro de 1961 pode ser ainda considerado como um marco
importante da luta africana contra o colonialismo, numa tradição de resistência
contra a ocupação que vinha desde os povos de Kassanje, do Ndongo e do Planalto
Central.




1 comentário:
Lembrar é sempre muito importante
para que não se repita!
Kandandu
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