
Um silêncio e
passos d’homens importantes
Ecoam chão de
mosaicos
Poc, poc,
poc…ecos
E fatos enfatados
E engravatados
D’homens
importantes que as gentes!
Um microfone num
discurso sábio
Regado de
palavras sábias
O silêncio
cúmplice dos dias
No silêncio do
silêncio
Das gentes
cansadas das oratórias
E discursos de
hipocrisias!
Uma torrente de
palavras rechonchudas
Um desfile de
sapiência
Em gravatas
abastadas
As minhas gentes
caminham mudas
E desesperam
paciência
Na dor do
alvorecer de madrugadas!
Quem compra os
espinhos das gentes
No suor da
caminhada?
Passos d’homens
arrogantes
Ecoam mosaico
d’estrelas
Eu rezo as velas
Das gentes
perfiladas nas estradas!
As minhas gentes
suam injustiça dos dias
E dor das noites
silenciadas
Magricelas
No palácio das
estrelas
Gravatas
abastadas
Festejam
hipocrisia de palavras sábias!
A minha noite
adormece entristecida
Na cobardia da
gente emudecida!
Décio Bettencourt
Mateus.
Luanda, 25 de
Julho de 2007.
In "Xé Candongueiro".


1 comentário:
Que o silêncio das gentes se transforme um dia em gritos e brados de revolta!!!
Kandandu, Nami
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